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Por: Gutemberg Stolze
12/09/2026 - 10:59:25

 

Os trabalhadores dos Correios entraram em greve nacional por tempo indeterminado na noite da última quinta-feira (10/09), após rejeitarem a proposta apresentada pela direção da estatal durante as negociações da campanha salarial 2026/2027. A decisão foi aprovada em assembleias realizadas em praticamente todo o país. 

 

Entre as principais reivindicações da categoria está a manutenção das condições do plano de saúde para empregados, aposentados e dependentes, além da defesa de direitos previstos no acordo coletivo e avanços econômicos. Os trabalhadores rejeitaram mudanças consideradas prejudiciais no custeio e na manutenção da assistência médica. 

 

A greve, porém, ocorre em um momento em que a estatal enfrenta uma das maiores crises financeiras de sua história. Apesar dos números negativos, escândalos apontam saída de valores milionários para "Patrocínios Duvidosos e Publicidade".

 

Os números impressionam:

 

- O prejuízo foi de aproximadamente R$ 597 milhões em 2023; 

 

- Saltou para R$ 2,6 bilhões em 2024;

 

- Chegou a R$ 8,5 bilhões em 2025;

 

- Somados, os três anos representam um rombo de cerca de R$ 11,7 bilhões.;

 

Somente no primeiro semestre de 2026, os Correios acumulam prejuízo de aproximadamente R$ 5,55 bilhões. No segundo trimestre, o resultado negativo chegou a R$ 2,4 bilhões

 

A CONTA NÃO FECHA: Neste período, a estatal já contratou R$ 12 bilhões em empréstimos e agora busca mais R$ 7 bilhões junto a bancos privados. Além disso, o Orçamento de 2027 prevê R$ 6 bilhões em recursos da União para apoiar a recuperação financeira da empresa. 

 

O contraste é evidente: de um lado, trabalhadores lutam para preservar direitos; de outro, a empresa acumula bilhões em prejuízos e precisa recorrer a novos empréstimos e recursos públicos para continuar funcionando.

 

A crise coloca em xeque a capacidade administrativa dos Correios e aumenta a pressão sobre a direção da estatal: quem será responsabilizado pelo rombo bilionário e por uma gestão que levou uma das maiores empresas públicas do país a depender cada vez mais de dinheiro e crédito garantidos pelo Estado?

 

 

Por - Gutemberg Stolze / Imprensananet.com

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