
O clima é de indignação e incerteza entre servidores e profissionais de saúde do Hospital Regional Deputado Luís Eduardo Magalhães, em Porto Seguro, no extremo sul da Bahia. Médicos, enfermeiros e demais trabalhadores denunciam atraso no pagamento de salários e uma série de problemas estruturais que, segundo relatos, têm comprometido o funcionamento da unidade hospitalar.
Administrado pelo Instituto SETES, o hospital volta a ser alvo de críticas por parte de profissionais e usuários do sistema de saúde. De acordo com servidores, a atual gestão estaria repetindo problemas já vistos em administrações anteriores: dificuldades de gestão, falta de planejamento e incapacidade de garantir condições adequadas de trabalho e atendimento.
Entre as principais queixas estão a escassez de medicamentos, a falta de insumos hospitalares básicos e o déficit de profissionais em diversos setores. A situação, segundo relatos de funcionários, tem provocado sobrecarga nas equipes e colocado em risco a qualidade do atendimento à população.
Outro ponto que chama a atenção é uma obra dentro da unidade hospitalar que se arrasta há mais de dois anos. O projeto, que inicialmente tinha previsão de conclusão em apenas seis meses, permanece inacabado e se tornou símbolo da lentidão administrativa e da falta de transparência na condução dos serviços.
Quem passa em frente ao hospital ou precisa acessar suas dependências encontra um cenário que reforça a sensação de abandono. A área de entrada, o pátio e o estacionamento estão tomados por restos de obras, entulho e mato alto, o que contrasta com a importância estratégica da unidade para a saúde pública da região.
O hospital é uma das principais referências em atendimento de média e alta complexidade para municípios do extremo sul baiano. Por isso, a crise administrativa e financeira acende um alerta sobre os impactos diretos no atendimento à população.
Servidores cobram posicionamento das autoridades responsáveis e a adoção de medidas urgentes para garantir o pagamento dos profissionais, a regularização dos serviços e a conclusão das obras que seguem paradas. A expectativa é que o poder público estadual e os órgãos de fiscalização acompanhem de perto a situação para evitar que o cenário se agrave ainda mais.
Enquanto isso, profissionais seguem trabalhando em meio às dificuldades, tentando manter o atendimento à população mesmo diante de um contexto de instabilidade e precariedade.
Por - Gutemberg Stolze / Imprensananet.com